morrer de trabalhar no consultório

Você é daqueles que morre de trabalhar no consultório?


Realmente vale a pena morrer de trabalhar no consultório em médio e longo prazo?

À primeira vista, o título desta postagem pode gerar diversas interpretações. Provavelmente alguns dentistas pensarão:

Claro que trabalho bastante. Tenho contas a pagar!!

Meu consultório é cheio de convênios. Tenho que trabalhar bastante!!

Me formei agora e tenho que trabalhar bastante para criar meu nome no mercado odontológico.

Como mencionei no começo, provavelmente algum destes pensamentos passou pela sua mente. Porém, o que quero alertar a aqui é a necessidade de mudança de comportamento profissional.

Decidi escrever este tema porque um amigo meu enviou um slide sobre o excesso de horas de trabalho de uma palestra que ele participou lá no CIOSP.

De cara, lembrei de dois casos: o primeiro está relacionado a minha pessoa. Assim que montei meu consultório, trabalhava das 8:00 às 22:00 pelo menos duas vezes por semana.

Um amigo meu, mesmo depois de anos de formado, ainda mantém um alto padrão de vida às custas de uma jornada de trabalho que inclui até o sábado à tarde.

Isso faz parte? Sim!

É bem natural que diversas situações exijam uma carga horária de trabalho cansativa a estressante, sendo o motivo principal o fator financeiro, principalmente com o aumento do padrão de vida e de consumo.

Por exemplo, durante a graduação o dentista geralmente possui um carro popular, isso quando tem um. Assim que se forma e começa a ganhar algum dinheiro, a tendência é que ele veja a necessidade de ter um carro mais sofisticado.

O que o dentista NÃO VÊ muitas vezes é que sua saúde não aguentará seu ritmo de trabalho por muito tempo. Lembra do que falei lá acima? Trabalhava das 8:00 as 22:00 e depois ainda ia à academia.

Na época, meu corpo e mente permitiam isso. Hoje percebo que não é algo saudável para ninguém. E é neste ponto que quero chegar e quero que você leia com MUITA atenção.

É fato que poucos são os consultórios terminam por terceirizar o atendimento com o passar do tempo, isto é, o gestor começa a delegar determinadas especialidades ou procedimentos para dentistas parceiros.

Diante disso, muitos dentistas dependem apenas de si mesmos, ou seja, a fonte de renda dele vem do próprio trabalho. É aí onde mora o perigo. Vamos lá entender:

Veja porque a estratégia de morrer de trabalhar no consultório odontológico é um verdadeiro tiro no pé

Você é um humano. Nunca se esqueça disso.

Diversos artigos descrevem as doenças ocupacionais na Odontologia. Achar que vai manter um padrão de vida às custas de um trabalho escravo é ser no mínimo ingênuo. Quer ver um exemplo?

Veja no seu círculo profissional que já teve algum problema de saúde relacionado ao exercício da odontologia. Lembre que odontologia é uma profissão extremamente depreciativa:

  • Problemas visuais;
  • Problemas auditivos;
  • Dores musculares (pescoço, costas, ombro, etc.);
  • Tendinites.

Estes problemas acima dificultam e podem até mesmo inviabilizar o atendimento por alguns dias e, dependendo do caso, por semanas. Se sua fonte de renda principal for do consultório, temos um problema!

Sua atual situação justifica o presente e não o futuro

Lembra que coloquei acima algumas possíveis reações dos dentistas quando lerem o título da postagem?

Claro que trabalho bastante. Tenho contas a pagar!!

Meu consultório é cheio de convênios. Tenho que trabalhar bastante!!

Me formei agora e tenho que trabalhar bastante para criar meu nome no mercado odontológico.

Pois é. Estas justificativas acima são aceitáveis quando se mantém a estratégia de atendimento baseada numa alta carga de trabalho por um certo tempo. A partir daí, o problema é unicamente seu e poucas coisas justificarão. Não entendeu?

Por exemplo, não é novidade para ninguém que os convênios odontológicos pagam valores bem abaixo do ideal. Como já comentei aqui, os valores chegam a 20% da planilha CBHPO e da VRPO.

Isto faz com que o dentista tenha que trabalhar por volume de atendimento, o que fatalmente geraria uma forte carga de trabalho. Resumindo, morrer de trabalhar no consultório.

A partir dessa jornada, se o profissional criar um patrimônio baseado no excesso de trabalho, vai literalmente ficar refém disso. O que ocorre é que, com o passar do tempo, o corpo não aguentará tanta pressão física.

Em outras palavras: se PROGRAME para mudar sua rotina de trabalho no futuro, do contrário o patrimônio construído pode ficar comprometido pela sua impossibilidade de manter a mesma carga horária de trabalho.

Isso é algo meio que lógico, porém poucos profissionais pensam nisso. Já trabalhei com diversos dentistas que não pensaram nisso e tiveram que reduzir sua carga horária de trabalho, logo, o seu lucro.

E isso ocorreu quando eles tinham custos fixos de longo prazo: filhos e financiamento. imobiliário.


Outro ponto importante que não mencionei foi a questão familiar. Com a chegada dos filhos, o seu tempo ficará dividido, ainda mais porque sua família vai exigir mais atenção.

Comece a traçar uma estratégia para diminuir sua carga de trabalho e, no mínimo, manter o lucro. Acredite, é algo possível e que requer tempo. Morrer de trabalhar no consultório não é algo saudável, principalmente em médio prazo.

Um dentista que montou um consultório agora e colocou diversos convênios deveria, pelo menos, estabelecer uma meta de captação de pacientes particulares por mês. E isso seria advindo do marketing do consultório.

É tudo questão de planejamento do consultório e da vida profissional. Coloque tudo na ponta do lápis e perceberá que valerá MUITO a pena pensar no futuro. Sua saúde e sua família agradecerão.

Leitura recomendada:


Gostou da postagem?  Que bom! =)

Compartilhe com seus colegas de profissão. Acredite, se todos soubessem lidar com o mercado odontológico, estaríamos numa situação bem melhor. Então faça a sua parte!

Caso haja alguma dúvida, não hesite em perguntar abaixo! Mande sua dúvida que farei de tudo para te ajudar!

Grande abraço e até a próxima postagem!

Wilson Correia Jr.

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